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Victor Fischer, Advogado
Victor Fischer
OAB 23.220/ES VERIFICADO
O Jusbrasil confirmou que esta OAB é autêntica

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Victor Fischer, Advogado
Victor Fischer
Comentário · há 6 anos
Bem vinda à selva, Doutora! Tem de tudo aqui. A fauna é numerosa e repleta de variedades exóticas. E, embora o comportamento das manadas varie de tempos em tempos, o instinto de auto-preservação é a lei que rege a selva. Cuidado onde pisa.
Sobre o tema, há quem defenda os três lados. O do recado curto e grosso sem enrolação numa petição enxuta; o longo e cheio de minúcias daqueles que gostam de desenhar tudo muito bem explicadinho nos mínimos detalhes; e, por óbvio, os intermediários que fazem a receita de bolo clássica.
Como diria o Barão de Itararé: "A urgência do aperto depende de que lado da porta do banheiro você está."
Na minha humilde opinião, todas as formas de expressão da vontade devem ser igualmente respeitadas independentemente do tamanho do documento ou a forma de argumentar utilizada operador do direito, desde que resguardadas todas as legalidades, a ética e o decoro minimamente exigidos. Eu concordo com Albert Einstein quando disse: "Se você não consegue explicar algo de modo simples é porque não entendeu bem a coisa." Mas nem sempre o problema não está só em transmitir o recado, muitas das vezes o problema consiste em fazer o receptor entender o que foi dito na maneira adequada de acordo com a hermenêutica exigida ao caso concreto.
Há fatos que, para alcançar a plenitude da verdade real para balizar o direito e fundamentar as causas de pedir, exigem que se faça uma peça bem detalhada. Como por exemplo nos subjetivos meandros que envolvem a caracterização do dano moral (personalíssimo, único). Já vi, por exemplo, causa de quem pediu dano moral por conta de ter sido furtado no mundo virtual. Mas não é um saque qualquer de um hacker. O sujeito teve o inventário dilapidado num jogo de vídeo game, no qual possuía uma espada muito especial, valiosíssima e rara num jogo virtual bem popular. Aquilo para ele era o mesmo que ter um bem real tirado de suas mãos, talvez até mais, quem sabe?! E como transmitir essa dor senão numa peça bem redigida que faça essa dor ser caracterizada a ponto ser ser sentida como dano material e ofensa moral?
Já vi juízes que escreveram em seus despachos que uma petição inicial de 30 páginas que narrava uma causa complexa de dano moral era "exaustiva e fatigante". Ora, meus caros, se um juiz não é capaz de se interessar em ler uma petição fora do padrão de vez em quando, está na profissão errada. Aliás, eles são muito bem pagos para fazer o seu trabalho e o mínimo que se exige é que leiam qualquer petição como o mesmo afinco. Infelizmente, não é o que acontece na prática. Na prática a maioria só se importa com que lhes interessa. Gozar suas férias de 60 dias, suas remunerações e auxílios, e trabalho pouco sem estresse. Afinal, passivo de anos e anos de processo empilhados nos fóruns não foi causado por 100% de causas complexas de grande porte. 90% são de causas simples e objetivas. Então, o que falta mesmo é vontade de trabalhar mais e reclamar menos.
Por falar nisso. já me alonguei demais... Abraço a todos!
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Victor Fischer, Advogado
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Comentário · há 7 anos
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